segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Obrigado meu SOL.......


Se tivermos consciencia de que é assim que tem que ser, sofreremos menos ou até nada.Linda frase do meu SOL para mim...OBRIGADO MEU SOL!!!!
Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios.
Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.
Todo dia morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todo dia morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensinaalguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.
Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio insuportável depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.
Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, como o Rodrigo Santoro, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho papão. Outros confessam sua culpa em altos brados e fazem de pinico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dores ou remorsos. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda, com nomes paradoxais como "Conquistar seu marido" ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo "Os caminhos das Indias", difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.
Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.
Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos e definharão até se tornarem laranjas chupadas.
Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela lourinhada 6. série ou entre fãs que até hoje suspiram em frente a um pôster do ROberto Carlos (e pior, da fase com Erasmo). Mas titubeio em dizer que isso possa ser classificado como amor (Bah, isso não é amor. Amor vivido só do pescoço pra cima não é amor).
Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, dos preconceitos da sociedade, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da mesa-redonda no final de domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro, das toalhas molhadas sobre a cama e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram: teimosos, belos, cegos e intensos. Mas estes são raríssimos e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. E é esse amor que eu quero viver com você, PARA SEMPRE!!!
ROSSANA BRASIL....

Um comentário:

Matthias disse...

Mi meraviglio. Mi è successo di tutto nel bene e nel male, gioie immense e
tragedie. Ho imparato ad accettare di non essere artefice della mia vita.
Desidero una cosa e magari ricevo un'altra. Tutto sembra un libro già scritto di
cui non conosco ancora l'esito. Perché non è finalizzato a uno scopo. Ogni
pagina è importante per se stessa anche la più dolorosa. Ogni capitolo fornisce
un'altra esperienza.
Cerco una donna. Voglio amare. Ho delle idee, dei desideri, palese o nascosti
che siano ma sto attento di percepire chi mi si affianca. Quale messaggio mi
porta lei, che messaggio ho io per lei? Può darsi questo scambio sia breve e
intenso, e solo rarissime volte il messaggio è una storia che si sta intrecciando
a lungo con la mia vita. Non posso saperlo prima.
Succede che si deve soffrire per le speranze svanite. Bisogna essere disposti a
sopportare il dolore se si vuole vivere la gioia e il piacere. Bisogna aprire il
cuore anche se si diventa vulnerabile. L'amore non si può assicurare con una
polizza. Poter amare e una grazia.